Falando sobre Um “blogue” para solitários?

 

Citação

Um "blogue" para solitários?

Juntei-me (ou em linguagem mais canónica: converti-me), finalmente, aos blogues. Sou um frequente (diário) indagador de blogues. Na minha pesquisa não existe propriamente um assunto preferido (quem me conhece sabe que essa opção seria demasiado redutora para os meu gosto variado). Pronto! Já está! Vou ver se este blogue poderá ter (conter) algo de interessante para outros solitários (é verdade!.. de forma normal, aqueles que andam pela net, pelo menos nesses momentos – em que navegam por esta rede global, ou outras mais delimitadas, são solitários). Sobre este assunto talvez voltaremos à carga aqui neste espaço, num outro tempo. Mas vou adiantar apenas a ideia geral (talvez seja melhor dizer: a sua inspiração) que presidiu à decisão deste blogue: entre as recordações marcantes, referentes aos anos 70, há uma série americana da ABC produzida e difundida sobretudo nos anos 50 (1949-1957), “The Lone Ranger”, entre nós “O Mascarilha”. Esta personagem, investido como justiceiro no contexto do velho Far-west, foi criado por Fran Striker em finais dos anos 30 (1938). As suas aventuras tiveram início num programa de rádio, sendo depois levado mais tarde à Banda Desenhada, e logo depois para seriado de Televisão. Há na história desta figura que povoa o imaginário de algumas gerações em todo o mundo alguns ingredientes que de vez em quando iremos aqui recordar (depois explico melhor, mas mais do que recordar será trazer à memória). Na história de “ The Lone Ranger” (e falo directamente da história e do perfil do protagonista central) há vários elementos sedutores, a partir da matriz que originou este espaço, senão vejamos: 1) o facto de ele ser um mascarado; 2) o facto que deu origem à sua imagem de mascarado; 3) o facto de haver uma bala de prata no seu arsenal e da ideia associada; 4) o facto de ele nunca matar ninguém, mas apenas ferir em legítima defesa; 5) o facto de ele ser um “lone” (uma abreviação da palavra “alone” que quer dizer sozinho, solitário); 6) o facto de ele ter um amigo que ao acompanha de uma forma discreta e desse amigo chamar-se “Tonto”; 7) o facto de “Tonto” o tratar por “Kimosabe”, que quer dizer “batedor de confiança”, numa clara alusão à forma como ele (Tonto) o vê: como mestre. Estes sete, são apenas alguns de muitos. Depois veremos (e reparem, num arrebate místico, “a fonte que emana” daí). Por fim, e para ser completo na justiça, apesar da inspiração ter vindo do já referido “cowboy” de cara semi-oculta, a mecha que lhe deu o arranque foi o Pedro José, concretamente a partilha da sua dor, ao perder uma das suas raízes (não sei muito bem quantas, mas tenho a certeza de outras que ele possui, por causa da reacção em cadeia provocada pela que ele hoje perdeu, e que o torna também raiz, e de cujo impacto eu tenho recebido).
 
Mangusto
(e parafraseando Almada Negreiros com algumas alterações)
Padre e tudo!…

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Incontinências. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s