Tristeza não tem fim, felicidade sim.

 

 

Tristeza não tem fim, felicidade sim.

Segreda-nos o pragmatismo que nos quer jogar fora da prisão do desencanto. Sou eu, somos nós (apesar de este “nós” majestático, estar ferido de morte…) que fazemos o sentido da vida. A felicidade que é a verdade encarnada e situada num tempo, depende substancialmente de mim, que sou eu, a minha circunstância e o que faço com ela. Tenho de sair da floresta de encantamento e solidão, deste mundo perdido na angústia consumista. Não sou um turista acidental; sou um caminhante errante. A felicidade é o cruzamento de duas realidades que não se aniquilam: Mundo e Deus. Um episódio mediático ilustra este casamento feliz, com separação de bens. Em 1997 Bod Dylan canta para o papa João Paulo II. Depois de ouvir o roqueiro, o papa cita dois versos famosos de um dos maiores sucessos do artista em causa. A canção “Blowin’in the Wind. “How many roads must a man walk down / Before you call him a man?”, pergunta a música: “Quantas estradas um homem precisa caminhar antes que ele possa ser chamado homem?” É a voz cansada do próprio papa que responde: “Só existe uma estrada, e essa estrada é a que leva a Jesus Cristo”. É preciso, de uma precisão psicológica e não técnica, acertar o alvo. Se a memória me protege, a frase pertence a F. Pessoa: “A felicidade sempre está onde a pomos, mas nunca a pomos onde estamos”.

 

AUTOR: Pedro José, Chapadinha, 26-04-2007. Caracteres (espaço incluídos): 1355– 11:54

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